O bom de embarcar numa viagem sem roteiro definido e pré-marcado é que podemos sair rapidamente de um sitio se este não nos agradar. E deixem-me dizer-vos uma coisa muito do fundo do coração….. Phucket não me seduziu nada, é que não agradou mesmo nada, é que nem um bocadinho…. pronto, já desabafei.

Por não ter nada planeado nesta viagem à Tailândia resolver o problema de Pucket foi fácil. Na véspera de deixar a pensão que tínhamos pago para duas noites fomos à net e procurámos destino para sairmos dali para fora. Cogitámos as Phi Phi, mas depressa chegámos à conclusão que iria ser como Pucket, praias cheias até mais não de turistas barulhentos. Então optámos por Railay, agora era só descobrir como iamos lá parar, e depois de uma extensa pesquisa na net (10 min) descobrimos o Phucket Ferry.

 

Esta companhia tem um ferry que parte todas as manhãs às 8h30 e demora (dizem eles) 2h15m a chegar a Railay, não é bem este o tempo, penso que demorámos umas 3 horas, mas nada que não se faça bem.

Fizemos a reserva on-line para o dia seguinte sem qualquer problema, pagámos cerca de 18Eur por pessoa mais 1Eur e qualquer coisa para uma mini-van partilhada nos apanhar perto da pensão e deixar junto do cais de Rassada que era de onde partia o ferry. Pelo preço que era e dada a distância entre o Patong e Rassada nem pensámos duas vezes em marcar o transporte. Até porque se perdêssemos este ferry perdiamos o dinheiro pago e só teríamos outro ferry no dia seguinte. A seguir à reserva, alguém há de enviar um e-mail a perguntar o sítio do pick up, por isso convém estar atento e responder rápido se fizerem uma marcação na véspera como nós.

O único problema que tivemos com esta marcação foi a impressão do bilhete. A companhia obriga a que se imprima o bilhete e sem a apresentação do mesmo em papel no cais não há embarque para ninguém. Numa época de tecnologias para tudo e mais alguma coisa, este foi um contratempo chato. Tivemos de andar às voltas para descobrir uma casa de cópias, mas a situação lá se resolveu, e à hora marcada estávamos nós, e mais outras centenas de pessoas no cais de Rassada prontas para apanhar os ferrys do dia.

O barco vai cheio, e quando digo cheio, vai mesmo a abarrotar. Não só de pessoas, mas das suas muitas e muitas malas. Quando dizem que na Tailândia só há mochileiros acho que não sabem do que estão a falar. As malas são tantas e o espaço tão pouco que elas vão literalmente amontoadas em qualquer que seja o espaço livre, não chegam a bloquear a porta como se vê na imagem em baixo, mas dei comigo a pensar que numa emergência se caíssem para o chão e efectivamente bloqueassem, como é que as pessoas lá dentro sairiam.

E por falar em “lá dentro” andar nestes ferrys resume-se a duas opções, ir dentro da cabine, sentadinho mas como se estivéssemos dentro de uma arca frigorifica, ou vir cá fora, em pé, num dos poucos bancos ou sentado no chão e a levar com o vento todo. É claro que escolhemos a segunda opção e se por um lado não foi nada confortável, por outro podemos apreciar a vista a 360º e o cenário maravilhoso que é atravessar o Mar de Andaman.

 

Depois de cerca de 3 horas chegámos ao cais de Nopparat-Thara que ainda não é em Railay, mas é aqui que os turistas saem para outros barcos que os levarão aos seus destinos finais. Aliás cada pessoa antes de entrar no ferry tem um autocolante com um cor especifica que indica o seu destino final assim mesmo que alguém se confunda na troca, a tripulação consegue perceber.

Para Railay iam poucas pessoas, tão poucas que não chegámos a trocar para outro ferry, mas embarcámos logo num num dos tradicionais long tail boats, e assim chegámos em grande estilo à praia de Railay East.

 

NOTA: Os valores apresentados são relativos ao ano de 2017, sempre que possível tentaremos actualiza-los.